Influenza: Entenda a importância da vacinação e por que ela deve ser anual

CDRA • 29 de abril de 2026

A influenza, conhecida popularmente como gripe, é uma infecção respiratória causada por vírus que podem provocar desde quadros leves até complicações graves, especialmente em crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Diferente de um simples resfriado, a gripe costuma começar de forma mais abrupta, com febre, dor no corpo, cansaço, dor de cabeça, tosse e mal-estar importante. A vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenção contra a influenza e contra suas complicações, reduzindo o risco de internações, agravamentos e óbitos.



O que é a influenza?


A influenza é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório e tem alta capacidade de transmissão. Em muitos casos, a recuperação acontece em alguns dias, mas em pessoas mais vulneráveis a doença pode evoluir com pneumonia, descompensação de doenças já existentes e necessidade de hospitalização. Por isso, a gripe não deve ser encarada como algo trivial, principalmente durante os períodos de maior circulação do vírus.


Por que a vacina contra a gripe é tão importante?


A principal função da vacina é diminuir o risco de formas graves da doença. Mesmo quando a vacinação não impede totalmente a infecção, ela costuma reduzir a intensidade dos sintomas e a chance de complicações. Isso é particularmente importante para quem já tem alguma fragilidade de saúde, como doenças pulmonares, cardíacas, diabetes, imunossupressão ou idade mais avançada. Além da proteção individual, a vacinação também ajuda a reduzir a circulação do vírus na comunidade.


Por que a vacina precisa ser tomada todos os anos?


Essa é uma dúvida muito comum. A vacina contra a influenza precisa ser atualizada anualmente porque os vírus da gripe sofrem mudanças frequentes. Por isso, a composição da vacina é reformulada periodicamente para acompanhar as cepas com maior chance de circulação em cada temporada. Em outras palavras: ter tomado a vacina no ano passado não garante proteção suficiente neste ano.


Qual a diferença da vacina trivalente e tetravalente? E a vacina reforçada para idoso?


O nome "valente" se refere ao número de espécies (também chamadas de "cepas") do vírus. A vacina trivalente cobre contra influenza A H1N1 (gripe suína), A H3N2 (gripe sazonal) e um tipo de influenza B (menos agressiva). É a vacina disponível no SUS. A tetravalente adiciona mais uma cepa de influenza B em relação à vacina trivalente. Recentemente foi lançada uma vacina voltada para idosos, com maior capacidade de gerar imunidade, pois com o envelhecimento do sistema imune a resposta à vacina vai sendo menos eficaz. A vacina para idosos é tetravalente e, assim como a tetravalente simples, está disponível apenas em unidades privadas de vacinação. 


A vacina pode causar gripe?


Não. A vacina da influenza utilizada no Brasil é inativada, ou seja, ela não contém vírus vivos capazes de provocar a doença. Algumas pessoas podem apresentar dor no local da aplicação, mal-estar leve ou febre baixa por curto período, mas isso não significa que “pegaram gripe” pela vacina. Na prática, trata-se de uma resposta esperada do organismo à imunização.


Quem deve se vacinar?


A vacina é recomendada para todas as pessoas a partir dos 6 meses de idade, com atenção especial aos grupos de maior risco. No SUS, a estratégia de vacinação contempla grupos prioritários, como crianças pequenas, gestantes, idosos, puérperas, pessoas com doenças crônicas, profissionais de saúde, professores e outros grupos definidos pelo Ministério da Saúde. Em 2026, a campanha nacional nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste teve início em 28 de março, e a vacina segue sendo uma medida central de prevenção.


Crianças, gestantes e idosos merecem atenção especial


Alguns grupos têm maior risco de complicações por influenza. Crianças pequenas podem evoluir com quadros respiratórios mais importantes. Gestantes têm maior risco de agravamento e, além disso, a vacinação ajuda a proteger também o bebê. Já os idosos, especialmente aqueles com outras doenças associadas, apresentam maior chance de internação e descompensação clínica após uma gripe. Por isso, manter a vacinação em dia é uma medida simples, mas com grande impacto em saúde.


E quem tem doença respiratória?


Pacientes com asma, DPOC, bronquiectasias, fibrose pulmonar e outras doenças respiratórias crônicas devem ter atenção redobrada. Infecções virais como a influenza podem desencadear crises, piora dos sintomas e necessidade de atendimento de urgência ou hospitalização. Nesses pacientes, a vacinação é parte importante da estratégia de prevenção, junto com seguimento médico adequado e controle da doença de base.


Vacinar é um cuidado individual e coletivo


Tomar a vacina contra a gripe não é apenas uma forma de se proteger. É também uma maneira de proteger pessoas mais vulneráveis ao seu redor, como idosos, bebês e pacientes com doenças crônicas. Em saúde respiratória, prevenção faz diferença real. E, muitas vezes, uma atitude simples como manter a caderneta vacinal atualizada evita complicações importantes no futuro.


Considerações finais


A vacina contra a influenza é segura, eficaz e deve fazer parte da rotina de cuidados com a saúde. Todos os anos, vale a pena conferir a situação vacinal e procurar orientação médica ou uma unidade de saúde para receber a dose da temporada. Prevenir a gripe é mais do que evitar alguns dias de sintomas: é reduzir riscos, preservar a saúde respiratória e cuidar melhor de si e de quem está ao seu lado.

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