Poluição ambiental e saúde respiratória

CDRA • 27 de janeiro de 2026

A poluição do ar é um problema silencioso, presente no dia a dia de milhões de pessoas, especialmente nas grandes cidades. Muitas vezes invisível, ela entra em nossos pulmões a cada respiração e pode causar impactos importantes na saúde respiratória, mesmo em pessoas que nunca fumaram ou não têm doenças prévias.


Principais poluentes presentes no ar


O ar poluído é composto por uma mistura de partículas e gases nocivos. Entre os principais estão o material particulado fino (conhecido como PM2,5), dióxido de nitrogênio, ozônio e monóxido de carbono. Essas substâncias são liberadas principalmente pela queima de combustíveis fósseis, como ocorre no trânsito de veículos, em indústrias, usinas termoelétricas e queimadas. Quanto menor a partícula, maior o risco: as partículas muito finas conseguem penetrar profundamente nos pulmões e até alcançar a corrente sanguínea.


Como a poluição do ar afeta o sistema respiratório


O sistema respiratório é uma das principais portas de entrada desses poluentes. Ao serem inalados, eles irritam as vias aéreas, provocando inflamação e reduzindo a capacidade natural do organismo de se defender. Isso pode causar sintomas imediatos, como ardor nos olhos, nariz e garganta, tosse, chiado no peito e falta de ar. Em dias com altos níveis de poluição, é comum observar aumento de atendimentos em prontos-socorros por crises respiratórias.


Grupos mais vulneráveis à poluição do ar


Pessoas com doenças respiratórias, como asma, bronquite e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), são particularmente vulneráveis. A poluição pode desencadear crises, piorar o controle da doença e aumentar a necessidade de uso de medicamentos e internações. Crianças e idosos também merecem atenção especial: as crianças porque seus pulmões ainda estão em desenvolvimento, e os idosos porque geralmente têm menor reserva respiratória e mais doenças associadas.


Efeitos da exposição prolongada à poluição


Os efeitos da poluição não se limitam aos sintomas de curto prazo. A exposição contínua ao ar poluído, ao longo de anos, pode causar danos permanentes aos pulmões. Estudos científicos mostram que viver em ambientes com altos níveis de poluição está associado à redução da função pulmonar, maior risco de infecções respiratórias, desenvolvimento de doenças crônicas e até câncer de pulmão. Além disso, a poluição do ar também aumenta o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e derrame, mostrando que seus efeitos vão além do sistema respiratório.

Poluição do ar e danos silenciosos à saúde


Outro ponto importante é que os danos podem ocorrer mesmo quando não percebemos sintomas imediatos. Muitas pessoas acreditam que, se não sentem falta de ar ou tosse, a poluição não está causando prejuízo. No entanto, a inflamação causada pela exposição diária pode ser silenciosa e progressiva, acumulando efeitos ao longo do tempo.


Como reduzir a exposição à poluição do ar


Embora a solução definitiva dependa de políticas públicas, planejamento urbano e redução das emissões de poluentes, algumas atitudes individuais podem ajudar a reduzir a exposição. Evitar atividades físicas intensas ao ar livre em dias muito poluídos, manter ambientes internos ventilados (quando o ar externo estiver em melhores condições), usar transporte coletivo sempre que possível e apoiar iniciativas de preservação ambiental são exemplos de ações que fazem diferença.


Conclusão


Cuidar da qualidade do ar é cuidar da saúde. A poluição atmosférica não é apenas um problema ambiental, mas um fator importante de adoecimento da população. Ao compreender seus efeitos nocivos sobre o sistema respiratório, torna-se mais fácil valorizar medidas de prevenção e cobrar soluções que garantam um ar mais limpo e uma vida mais saudável para todos.

Por: 
Dr Rodrigo Athanazio

Responsável Técnico:
Dr. Rodrigo Abensur Athanazio

CRM 122658 | RQE 42009 e 42010

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