Como funciona o tratamento para Bronquiectasias?

Clínica CDRA • 23 de junho de 2020

O tratamento de bronquiectasias é essencial não apenas para minimizar seus sintomas, mas também para evitar que a doença progrida e surjam outras complicações ainda mais graves.


Bronquiectasias é uma dilatação anormal e irreversível dos brônquios, geralmente associada a lesões graves e repetidas na parede das vias aéreas e no parênquima pulmonar.


Se não for tratada adequadamente, a doença pode levar a quadros graves de insuficiência respiratória crônica e até mesmo à morte. As bronquiectasias apresentam inúmeras causas e as de origem hereditária, como a fibrose cística, tendem a ser mais graves.


Neste artigo, mostraremos como funciona o tratamento de bronquiectasias e em que casos é indicada a cirurgia. Abordaremos também os seus principais sintomas, com o objetivo de facilitar o diagnóstico precoce da doença. Acompanhe!

Quais são os principais sintomas da bronquiectasias?

A doença costuma apresentar sinais de forma gradual, geralmente após uma infecção respiratória, agravando-se com os anos. A maioria dos pacientes desenvolve tosse crônica, com a presença de muco espesso e de coloração amarelada.

Outros sintomas que podem indicar a presença de bronquiectasias são:
  • Tosse com sangue;
  • Dor torácica;
  • Falta de ar;
  • Chiado
  • Infecções repetidas nas vias respiratórias e nos pulmões;
  • Febre.
Conforme a doença avança e se torna generalizada, pode progredir para uma insuficiência respiratória, levando ao surgimento de outros incômodos. Fadiga, letargia e falta de ar ainda mais intensa, principalmente durante uma atividade que exige esforço, são as queixas mais comuns.

Como é o tratamento para bronquiectasias?

A escolha do tratamento varia de acordo com o estágio da doença e os sintomas. Além disso, a terapia pode ter caráter preventivo, como no caso das vacinas, que evitam a ocorrência de infecções respiratórias que podem piorar o estado do paciente.


Conheça os principais tratamentos:

  • Antibióticos orais ou inalatórios: Tratam as infecções que causam ou pioram as bronquiectasias, bem como evitam que se tornem recorrentes. É utilizado também nos casos de exacerbações (surtos);
  • Broncodilatadores inalados: atuam diretamente nos brônquios, levando ao seu relaxamento e melhorando a qualidade respiratória e a sensação de falta de ar;
  • Fisioterapia respiratória: Incluindo técnicas como drenagem postural e percussão torácica, visa reeducar o processo de respiração, bem como promover a drenagem de secreções e muco. Podem ser feitas com dispositivos específicos como “shaker” e máscara de auto-PEP que auxiliam o paciente a realizar sua higiene brônquica em casa;
  • Salina hipertônica: trata-se de uma solução salgada que é feita através de nebulização com intuito de fluidificar a secreção pulmonar e, consequentemente, melhorar a higiene brônquica do paciente;
  • Oxigenoterapia: Trata os níveis baixos de oxigênio no sangue, prevenindo complicações e reduzindo a falta de ar. Está indicado somente nos casos avançados da doença. 

Além disso, é recomendado que o paciente adote uma alimentação saudável, realize atividades físicas regularmente e evite o tabagismo.

Quando o tratamento de bronquiectasias envolve cirurgia?

A cirurgia em pacientes com bronquiectasias está indicada em casos selecionados e deve sempre ser tomada após discussão multidisciplinar entre o pneumologista e cirurgião de tórax. A principal indicação de cirurgia é para pacientes com hemoptise (tosse com sangue) grave. 

Como a cirurgia envolve a retirada de parte do órgão, o ideal é que a doença esteja restrita a apenas um pulmão – preferencialmente a um lobo ou segmento pulmonar. Nestes casos, existe a chance inclusive do paciente atingir a cura das bronquiectasias. Contudo, uma investigação dos motivos que levaram o paciente a desenvolver as bronquiectasias é essencial para não correr o risco da doença recorrer após o procedimento cirúrgico. 

Para pacientes com doença avançada, o transplante pulmonar está indicado. Pacientes com bronquiectasias sempre devem realizar transplante dos dois pulmões para evitar complicações infecciosas no pós-transplante. Procure ajuda médica se sentir algum dos sintomas.

Como os sintomas da doença são semelhantes aos de outros distúrbios respiratórios, é essencial procurar ajuda médica para um diagnóstico preciso do seu caso. 

É importante, ainda, identificar a causa etiológica do problema, a fim de evitar ou interromper a evolução do quadro.

Quanto mais cedo o tratamento para bronquiectasias começar, menores serão os riscos de o paciente apresentar outros problemas ainda mais graves de saúde.

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