Doenças infecciosas respiratórias no inverno: como se proteger
Com a chegada do inverno, é comum aumentarem os casos de doenças infecciosas respiratórias. Isso acontece porque as temperaturas mais baixas fazem as pessoas permanecerem por mais tempo em ambientes fechados, com pouca circulação de ar, facilitando a transmissão de vírus e outros microrganismos que afetam as vias respiratórias.
Entre as infecções mais frequentes está a influenza, conhecida popularmente como gripe. Ela é causada pelo vírus influenza e pode provocar febre alta, dores no corpo, dor de cabeça, tosse, dor de garganta, cansaço intenso e mal-estar. Embora muitas pessoas se recuperem em poucos dias, a gripe pode evoluir para formas graves, especialmente em idosos, crianças pequenas, gestantes, pessoas com doenças crônicas e indivíduos com o sistema imunológico enfraquecido.
Outro importante causador de infecções respiratórias é o vírus sincicial respiratório (VSR). Ele é uma das principais causas de bronquiolite e pneumonia em bebês e crianças pequenas, mas também pode causar doença grave em idosos e pessoas com doenças cardíacas ou pulmonares. Os sintomas costumam incluir coriza, tosse, febre e dificuldade para respirar, que pode exigir atendimento médico.
Além da influenza e do VSR, diversos outros vírus circulam com maior frequência durante o inverno, como rinovírus, adenovírus, metapneumovírus humano, parainfluenza e coronavírus, incluindo o vírus causador da COVID-19, que continua circulando. Esses agentes podem causar desde um simples resfriado até infecções pulmonares mais sérias, dependendo da idade e das condições de saúde da pessoa.
A transmissão ocorre principalmente por meio de gotículas e pequenas partículas eliminadas quando uma pessoa infectada fala, tosse ou espirra. Também pode acontecer pelo contato das mãos com superfícies contaminadas e, em seguida, com os olhos, nariz ou boca.
Os sintomas variam conforme o vírus e a gravidade da infecção, mas geralmente incluem coriza, congestão nasal, dor de garganta, tosse, febre, dor no corpo e cansaço. Em alguns casos, pode haver falta de ar, chiado no peito ou dificuldade para respirar. Esses sinais merecem atenção, especialmente quando acometem crianças pequenas, idosos ou pessoas com doenças crônicas.
A prevenção continua sendo a melhor estratégia. A vacinação anual contra a influenza é segura e eficaz, reduzindo significativamente o risco de formas graves, hospitalizações e mortes. Também existem estratégias de prevenção para o VSR em grupos específicos, como imunização de gestantes e anticorpos monoclonais para alguns bebês, conforme indicação médica e disponibilidade nos programas de saúde.
Outras medidas simples fazem grande diferença: lavar as mãos com frequência, utilizar álcool em gel quando não houver água e sabão, manter os ambientes ventilados, evitar aglomerações quando possível, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar com o antebraço ou um lenço descartável e permanecer em casa quando estiver com sintomas respiratórios. Em situações de maior risco ou durante surtos, o uso de máscaras por pessoas sintomáticas ou vulneráveis também ajuda a reduzir a transmissão.
É importante evitar a automedicação, principalmente com antibióticos. Esses medicamentos combatem bactérias, mas não têm efeito contra vírus e seu uso inadequado contribui para o desenvolvimento de resistência bacteriana. Sempre que houver febre persistente, dificuldade para respirar, confusão mental, piora do estado geral ou sintomas intensos, deve-se procurar avaliação médica.
Cuidar da saúde durante o inverno significa adotar medidas simples de prevenção, manter a vacinação em dia e reconhecer precocemente os sinais de gravidade. Essas atitudes ajudam a proteger não apenas cada indivíduo, mas também familiares, colegas de trabalho e toda a comunidade, reduzindo a circulação dos vírus respiratórios e o impacto dessas doenças sobre o sistema de saúde.
Responsável Técnico:
Dra. Carolina Salim G. Freitas
CRM 131517











